O Terno de Reis: Herança Viva que celebra a Fé e a Alegria

Dezembro 17, 2024
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O fim de ano chega, e com ele a tradição do Terno de Reis volta a ocupar seu lugar nos corações e nas ruas da Cidade. Para os reiseiros, este é o momento de acalorar as articulações e preparações. As conversas começam a circular, e com elas, as disputas saudáveis pelos melhores foliões de reis: quem assumirá o reco-reco? Quem estará na palma, na viola ou na sanfona? E, claro, não podem faltar os bumbeiros e as vozes potentes que darão vida aos versos e sambas.

Mais do que reunir talentos, o reisado é um encontro de afetos. Amigos e familiares se juntam. É tempo de convidar os “mais chegados”, de organizar o terno de reis, de preparação para noites inteiras dedicadas a cortar ruas e estradas, levando não apenas a boa nova do nascimento do Menino Jesus, mas também muita alegria e samba para quem tem porta aberta e luz acesa.

Essa tradição, passada de geração em geração, carrega em si a memória viva dos avós e pais, aqueles que vieram antes e ensinaram o valor das canções como expressão de devoção e como laço comunitário. Manter o Terno de Reis é mais do que preservar uma celebração religiosa, é garantir que as raízes culturais de um povo continuem a florescer, mesmo em tempos de mudanças.

O reisado não é apenas um evento musical ou folclórico. É um testemunho da força da fé, da solidariedade e da alegria compartilhada. Quando o grupo passa levando seus cantos e ritmos pelas casas, não é só a boa nova que chega. É também o eco de uma herança que se recusa a morrer, que pulsa no coração de quem canta, toca, ouve e samba.

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